Publicado por: Gabriela em: Março 13, 2008
“Todos os caminhos conduzem ao mesmo objetivo: comunicar aos outros o que somos. Devemos atravessar a solidão e a dificuldade, o isolamento e o silêncio, a fim de chegar ao local encantado onde podemos dançar nossa dança desajeitada e cantar nossa canção Melancólica – mas nessa dança ou nessa canção são cumpridos os ritos mais antigos de nossa consciência, na percepção de sermos humanos e de crermos em um destino comum.” (Pablo Neruda)
Ultrapassar as barreiras imaginárias (e ao mesmo tempo inimagináveis) do “alter”, imergir num universo complexo e amplo que não é nosso, e buscar identificação: essa é nossa maior missão nessa vida. Quebramos a cabeça tentando entender o porquê de estarmos aqui, quem somos nós e pra onde iremos… essas respostas encontramos uns nos outros, na comunicação, na identidade de nós mesmos contida no próximo.
Vida é alteridade: é reconhecer o outro como diferente de mim, e ainda assim me reconhecer nele. É rompendo as bolhas de outrem (e lutando para livrarmos-nos de nossas bolhas), desfazendo a visão preconceituosa de que os olhos dos outros são nossas prisões, superando a tendência ao isolamento e tendo coragem de mostrar quem somos (”dançando nossa dança desajeitada e cantando nossa canção melancólica”) que atingiremos a eudaimonia, a felicidade, o real sentido da vida…
Libertemo-nos!
Obs: texto já publicado no antigo blog.
Março 15, 2008 às 9:05 pm
Sabe que eu acredito muito na filosofia existencialista… cada pessoa tem que ir atraz das suas prórprias respostas… por que elas só serão válidas para ela. Não adianta alguém cheagr pra você e falar que o objetivo da vida é isso e aquilo, cada pessoas tem que achar seu próprio objetivo e suas próprias respostas!
Bjão