Publicado por: Gabriela em: Abril 3, 2008

Por que diabos o amor nos atormenta tanto?
Tudo é amor. A mídia fala de amor. A TV e os meios de comunicação em geral vendem o amor como o fim último da vida. A publicidade, mesma coisa. Os livros também. E os filmes? Idem. Tudo gira em torno de a mulher encontrar seu príncipe, que a tornará finalmente viva, abrindo os olhos da bela adormecida e trazendo a verdadeira felicidade, vale dizer uma idéia “salvacionista” (é, tipo os colonizadores fizeram com os índios, com a mesma ironia intrínseca); bem como de o homem (sexo masculino) encontrar AQUELA, a que ele verdadeiramente ama, que transcende a atração carnal. Sim, porque no fundo o homem procura em vários corpos encontrar a verdadeira amada. E a música então? ”É impossível ser feliz sozinho”. Chico, Vinícios, Tom (e em grau muito inferior Roberto Carlos, sertanejos e emos da vida), todos tratam de amor. E a cultura popular e o insconsciente coletivo nem se fala… ainda existe a cultura de que a pessoa que está solteira, é porque está encalhado, à procura ou pq é incompetente para achar o pretendente.
Enfim… esse culto ao amor está em todas as partes e é simplesmente pedante para quem está solteiro! Aonde eu quero chegar? Não é bem pra defender a solteirice, longe de mim, eu adoro namorar, acho o amor muito lindo e coisital. É que depois de assistir Bonecas Russas pus-me a questionar essa supervalorização do amor como fim último de todas as coisas. É um tormento. Até quando encontramos uma pessoa, vivemos nos questionando, “será que é a última?”, “será que é a certa”, tudo porque queremos achar um amor que valha a pena. Se deu errado, vivemos por séculos nos remoendo, reproduzindo diálogos antigos, tentando identificar onde foi que tudo desandou.
Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças
Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter
Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado
Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde…
E eu ainda estou lendo o fucking Gabriel Garcia Márques e isso não me ajuda em nada, vamos combinar. “Florentino Ariza não deixara de pensar nela um único instante desde que Fermina Daza o rechaçou sem apelação depois de uns amores longos e contrariados, e haviam transcorrido a partir de então 51 anos, 9 meses e 4 dias“.
Porque o amor nos atormenta tanto? Pq ele é onipresente? Pq somos reféns dele, quando na verdade teoricamente era pra ele ser algo tão-somente bom?
Hahahahaha!! Concordo com vc!! Tudo é o amor, sempre o amor!! Claro que não vivemos sem ele mas que a mídia em geral faz uma apelaão exagerada é verdade!! Outra coisa são as novelas que você quase sempre acerta o que vai acontecer. O casalzinho sofre a novela toda e no final eles ficam juntos e todos ficam feliz e se casam hahahahaha
Que coisa chataaaaaaaaaa!!!
bjos!!
Pois é… eu como todo mundo também não sei explicar esse nosso apego a esse sentimento que tanto nos faz feliz e nos faz sofrer, que é o amor…
Acho que talvez não tenha explicação e pronto… talvez nós, seres humanos, tenhamos sido feitos apenas para amar e não sabemos… talvez o amo seja um invenção das nossas fracas cabeça…
Bjão
Oiii Gabi! =DD
Nossa, isso de viver se questionando é fato, e é MUITO chato!
Mas sabe o que eu acho? Bom, faz muito tempo que tenho uma teoria (nem sempre consigo colocá-la em prática, mas tudo bem) de que as pessoas buscam muito encontrar no outro algo que lhes falta. Então por isso a procura é tão.. ahm.. desesperada! Querem “preencher” um vazio, ou encontrar um lugar para desabafar, ou qualquer coisa do tipo, sabe, não é apenas curtir um amor. Por isso tem pessoas que simplesmente não conseguem ficar sozinhas.
Eu vi Dois Dias em Paris essa semana e é legal, fala sobre relacionamento (além de outras coisas), bem fofo!
Beeeeijos!
*indo atualizar meu link*
Amor é mais uma daquelas coisas que supostamente são boas e que só deveriam trazer felicidade. Assim como o trabalho, que dizem dignificar, porém nem sempre é assim quando pensamos em chefe e salário.
E não sei de onde, consigo fazer inúmeras ligações entre amor e dinheiro. Pois aí estão duas coisas que fazem o mundo e a cabeça de todo mundo girar.
Inexplicáveis …
Beijos!
Abril 3, 2008 às 9:47 pm
Por que por quê?