CAOS CRIATIVO

civil, breu e iluminação

Publicado por: Gabriela em: Maio 5, 2008

Quem se importa que amanhã tem uma prova de Civil? O negócio é ficar o dia todo no computador e encher a cara denoite :D …Gabriela quebrando muitos paradigmas!! Digamos que eu pretenda estudar com muito afinco na mesa do bar… É de boa-fé que estou indo pro bar… boa fé subjetiva…que consiste num estado subjetivo, psicológico…numa crença… e o Direito tutela essa coisa toda. Logo, se a minha professora me der uma nota ruim na prova, ela estará afrontando a minha esfera jurídica e eu vou processá-la por perdas e danos. E tá no papo!! Além de ganhar 10 na prova eu vou ganhar um dinheirinho por danos morais. O Direito é lindo genteeeeeeeeeeem.

 Minha cabeça tá fritando, não aguento mais ver aquelas letrinhas pequeninas do Código, dos livros, dos cadernos… Ando relacionando tudo com Direito das Obrigações, portanto nem aconselho que falem comigo até amanhã senão vou transformar um mero “oi” da parte de vocês em perdas e danos, novação, sub-rogação, inadimplemento, boa fé objetiva, solidariedade, indivisibilidade, mora….

 Esse fim de semana o mundo acabou aqui em Porto Alegre. Foi o apocalipse. Faltou luz por 3 dias e água por 2 (o meu bairro foi especialmente afetado pois uma amigável árvore caiu sobre os fios de luz). Tudo isso devido a um catastrófico ciclone tropical. Foi bizarro, eu fiquei desnorteada, perturbada, aqui em casa já tava todo mundo brigando, meu pai estressado pq perdeu uma parte da tese, minha mãe enlouquecida por causa dos equipamentos odontológicos que estragaram, e eu bem perdidona. Um caos (nada criativo).

 Não sabia explicar porque o breu afetou tanto meus neurônios, até que a minha terapeuta sugeriu algo que de fato é muito verdade, e uma luzinha (com carinha feliz e tudo) acendeu em minha cabeça. Eu me perturbei justamente pois aconteceu externamente o que o ano passado acontecia internamente, na minha cabeça. O breu total. Nuvens. A escuridão. Juntamente com o sentimento de impotência. Não adiantava eu querer que o sol aparecesse, ou que a luz voltasse. Ela não voltava, e eu simplesmente era obrigada a conviver naquela escuridão perturbadora, naquela falta de horizonte, naquele silêncio cheio de palavras devastadoras. Isso enlouquece. Pira total o cabeção.

Graças a Deus a luz voltou. Dentro de mim há um tempo já, e no meu bairro, ontem. A água também. A vida voltou ao normal. Acreditem, não é legal tomar banho com uma chaleira de água fria no inverno.

Deixe uma resposta

 

Maio 2008
S T Q Q S S D
« Abr   Jun »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

Textos mais populares

  • Nenhuma

Blog Stats

  • 4,050 hits